História

Tudo começou em Belo Horizonte, no ano de 1986, quando os quatro amigos Casito, Paulo, Leandro e Teddy resolveram unir esforços e formar o WitchHammer. Todos tinham em comum o gosto pela música pesada e agressiva, que há pouco surgira. O país vivia uma reviravolta política e esses quatro jovens queriam dar seu recado. Interessados em propor novos caminhos para a música pesada, o Witch utilizava sua linguagem como afirmação de uma identidade não acomodada ao conservadorismo mineiro no Brasil pós ditadura.

Era hora de o WitchHammer traçar seu caminho e, durante um ano, a banda se dedicou a ensaios e alguns shows, o que foi o bastante para chamar a atenção dos headbangers de BH e da gravadora local, Cogumelo, responsável pelo lançamento de grandes bandas como Sepultura, Sarcófago, Overdose, Chakal, entre outras. Em 87 foi produzido o primeiro registro do WitchHammer: a coletânea Warfare Noise II, na qual a banda participou, a convite da Cogumelo, com as faixas “Weekend In Auschwitz” e “Degradation Process”.

No ano seguinte foi lançado o primeiro álbum da banda, intitulado The First And The Last. O processo de gravação foi rápido e precário, mas a repercussão foi satisfatória. Shows por toda parte foram surgindo e a banda conseguiu comprovar a qualidade e a força das composições contidas no álbum e na coletânea. Os comportados lares MPB começavam a ruir, em BH e no Brasil.

Em 1990 o segundo álbum foi lançado: Mirror, My Mirror. Com ótimas avaliações da crítica especializada e a aclamação do público, Mirror… se tornou obrigatório na coleção de muitos thrashers. Esse álbum ainda contou com a participação da cantora lírica Sylvia Klein, o que resultou em uma fusão de estilos inédita na época. Hoje em dia tais tendências são muito comuns e admiradas.

O terceiro álbum da banda foi aguardado com ansiedade, até que Blood On The Rocks foi lançado em 92. Este trabalho também teve uma peculiaridade: o fato de ter sido o único álbum que Paulo Caetano não gravou, pois havia se mudado para os EUA. Para substituí-lo, Arnaldo Jr., que havia sido o baixista na formação embrionária da banda, foi convidado para as gravações. Trata-se de um disco energético, que resultou em mais clássicos para os amantes do Thrash Metal. Novamente a aceitação foi ótima, e os ouvidos dos bangers satisfeitos em mais uma grande turnê da Bruxa.

Três anos se passaram até que, em 1995, o indesejável aconteceu: a banda resolve se separar, pois naquele momento os integrantes tinham propostas diferenciadas de trabalho. Durante seis anos o WitchHammer ficou inativo, mas não os ”ex”-integrantes, que se ocuparam com outros projetos musicais. Como a paixão pelo Witch era grande, em 2001 o retorno foi inevitável. Casito, Paulo e Teddy tentaram, mas dessa vez a Bruxa não pôde contar com Leandro, que alegou não ter tempo para o envolvimento que se julgava necessário. Quem passou a ocupar a função foi o guitarrista Igor “Vermelho”. Os shows aconteceram, o tempo passou, mas Igor não pôde prosseguir no projeto. No seu lugar entrou Rogério Sena, em 2005.

Rogério chegou já participando do processo de composição das músicas que fizeram parte do novo álbum da banda. Lançado em 2006, também pela Cogumelo, Ode To Death reúne técnica, fúria, boas idéias, alma e suor! O disco foi criado com maturidade, aproveitando a experiência de se utilizar conhecimento técnico e teórico a favor, e não contra. E ainda contou com participações especiais, a regravação de dois clássicos da banda (“Weekend In Auschwitz”, da coletânea Warfare Noise II, e “Dartherium”, do álbum The First and the Last) e uma homenagem ao Sagrado Inferno, saudosa banda pioneira do metal mineiro e nacional, com a música “Perseguição”. Ode To Death é a prova de que a Bruxa voltou e não está de brincadeira! O reconhecimento por parte dos fãs foi imediato.

Atualmente o grupo encontra-se na ativa, fazendo shows e está em estúdio regravando “The First and the Last” de 1988, e será lançado como “The First and the Last (and Again)” adicionando músicas novas como “Metalanguage”, “Sentimento Metálico” e “Witch”.

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“Somos feitos de pessoas!”

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