O que é ser do movimento punk, nas palavras do Atack?

Nós do Atack somos uma banda dentro de um vasto movimento que possui inúmeras formas de manifestações / expressões. Temos a consciência que há em várias partes do mundo pessoas agindo e pensando anarquicamente, ser punk é carregar um espírito vanguardista, cosmopolita, internacionalista, fazer frente à todas as opressões vigentes, é ser membro participativo de uma contracultura marginal anti-autoritária. A subversão é o mote. A desobediência civil é urgente, punks libertários / anarquistas estão ombro a ombro em escala mundial a incomodar o sistema cada um ao seu modo, pois são incontáveis os coletivos de punks produzindo, as bandas punks também contribuem com a difusão de uma corrente de luta contra o Estado seja em que parte do mundo for. O Atack Epiléptico é uma voz, um canal de expressão de inconformismo frente ao caos que se encontra o mundo.

 

Como é, ou deve ser, a música punk, na opinião de vocês? O que ela tem que conter?

A criatividade a rebeldia são primordiais, jamais se prender a poucos acordes, é importante explorar bem vários timbres, o som punk ao longo da história teve inúmeras vertentes tais como punk rock, hardcore, grindcore etc… Vejo que é recorrente algumas bandas utilizarem instrumentos regionais em suas composições que resulta em sons originais. Resumidamente, o som punk tem que ter fúria, letras ácidas e politizadas com viés de conscientização e denúncia.

 

 

Como e quando surgiu a banda?

Surgiu na periferia de BH em 1986 através dos irmãos Nado e Ameba, mais Zezório e Vitor. Nesse período passamos por várias dificuldades como incompreensão das pessoas e falta de equipamentos e etc.

 

 

Quais referências vocês carregam como base musical e ideológica? O que ou quem recomendam aos nossos leitores, nas áreas musicais e literárias?

A influência direta vem da realidade das ruas, vem da situação que se encontra a humanidade, em meio a isso, temos os pensadores clássicos do anarquismo como referência, literatura e poesia marginais admiramos e absorvemos, toda forma transgressora de arte é bem vinda, já a arte por arte é um lixo!  Também bebemos na fonte do Niilismo. De pensadores como o romeno Emil Cioran, Arthur Schopenhauer, Jean-Paul Sartre, Augusto dos Anjos e Friedrich Nietzsche. Também somos influenciados pela cena metal, sobretudo de BH. Recomendamos que os leitores procurem sacar os movimentos anti-capitalistas atuais e os pensadores clássicos do anarquismo.

 

 

Como anda a banda e a cena punk mineira e nacional?

O Attack hoje é eu (Ameba), vocal, Carl, contrabaixo, Morto, bateria, e o Ronaldo, guitarra. Estamos produzindo a todo vapor, temos alguma apresentações em vista e também pretendemos soltar novo trabalho, e estamos no aguardo do relançamento do “Convulsões e Distúrbios da Consciência”, que sairá pela Cogumelo ainda este ano, e quem sabe produzir um documentário sobre nossa trajetória.

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